A paisagem urbana de Sydney acaba de ganhar um novo protagonista que desafia as normas tradicionais da construção civil. O Atlassian Central atingiu sua altura máxima de 180 metros, estabelecendo um novo recorde mundial como o arranha-céu híbrido de madeira mais alto já construído.
Este projeto não é apenas uma conquista de engenharia, mas um símbolo de como materiais renováveis podem ser escalados para grandes centros urbanos. A estrutura, projetada pelos escritórios SHoP Architects e BVN Architecture, supera significativamente o recordista anterior, o Ascent, em Milwaukee, que possui 86,6 metros.
A engenharia por trás do recorde
Construir uma torre desta magnitude exige mais do que apenas madeira. O edifício utiliza uma abordagem híbrida que combina um núcleo central de concreto, um exoesqueleto de aço e cerca de 10 mil metros cúbicos de madeira engenheirada, composta principalmente por colunas de madeira laminada colada e painéis de madeira laminada cruzada.
Essa técnica é fundamental para garantir a estabilidade necessária enquanto se aproveita a leveza do material. Ao integrar esses elementos, a equipe conseguiu otimizar a velocidade de montagem da obra. O método de arranha-céu híbrido permite que a estrutura seja erguida de forma mais ágil, reduzindo o tempo de exposição dos trabalhadores e o impacto logístico no canteiro de obras.
Sustentabilidade e eficiência operacional
Um dos objetivos centrais do projeto é a redução drástica do impacto ambiental associado a grandes torres comerciais. A equipe de arquitetura estima que o Atlassian Central consiga reduzir em 50% o carbono incorporado em sua estrutura, comparado a um edifício comercial convencional de concreto e aço.
Além da economia na fase de construção, o prédio foi projetado para ser 50% mais eficiente em termos de energia operacional. A fachada tecnológica desempenha um papel crucial nesse desempenho, integrando painéis solares e sistemas de resfriamento automatizados para manter o conforto térmico interno. O uso de madeira engenheirada também contribui para uma construção mais limpa, com métodos que privilegiam a pré-fabricação e a montagem a seco.
Funcionalidade e integração urbana
O design interno do edifício é focado na colaboração e no bem-estar dos usuários, distribuindo 39 andares com espaços de trabalho flexíveis. Um dos destaques é uma área de colaboração de quatro andares projetada para maximizar a entrada de luz natural e promover a ventilação passiva.
O projeto também integra elementos de hospitalidade e lazer, incluindo um hostel e diversos jardins em terraços, culminando em um jardim na cobertura. A integração com o contexto histórico local foi mantida ao restaurar uma edificação preexistente, que agora faz parte do lobby do novo arranha-céu. Essa abordagem demonstra como a construção sustentável pode coexistir com a preservação do patrimônio arquitetônico.
O futuro da construção vertical
Especialistas da BVN destacam que o Atlassian Central serve como um protótipo valioso para o futuro da arquitetura. Ao provar que é possível utilizar madeira em estruturas de grande porte, o projeto abre caminho para que outros empreendimentos sigam o mesmo caminho, reduzindo a pegada de carbono das metrópoles globais.
Embora a estrutura principal esteja completa, o trabalho continua no interior e na fachada. A expectativa é que o edifício esteja totalmente finalizado até o final do ano, consolidando-se como um marco de inovação na engenharia moderna.
Perguntas frequentes
- O que define o Atlassian Central como um edifício híbrido? Ele utiliza uma combinação de núcleo de concreto, exoesqueleto de aço e elementos estruturais de madeira laminada.
- Qual a principal vantagem ambiental do projeto? O edifício visa reduzir pela metade o carbono incorporado e melhorar significativamente a eficiência energética operacional.
- O projeto já está aberto ao público? Não, a estrutura atingiu sua altura máxima, mas o prédio ainda está em fase de acabamento e finalização dos sistemas internos.
- Como a madeira garante a segurança em um prédio tão alto? A segurança é assegurada pelo uso de madeira engenheirada de alta resistência em conjunto com reforços estruturais de aço e concreto.
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Fonte e metodologia
Este artigo foi elaborado a partir de informações publicadas por newatlas.com, em 24 de julho de 2026. Consulte a publicação original: World's new tallest timber tower reaches incredible maximum height. O HTechBD reorganizou e contextualizou os dados para o público brasileiro, sem reproduzir o texto da fonte.
Imagem publicada originalmente por newatlas.com. Direitos pertencem aos respectivos titulares.
